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Artesanato, beleza natural, bairrismo, pacatez e uma saudável valorização das suas riquezas etnográficas tornam Pardilhó uma das mais belas localidades da Ria de Aveiro.

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Para visitar em Pardilhó

Existem vários pontos de referência para serem visitados em Pardilhó, donde se destacam alguns edifícios de importância histórica e arquitetónica, normalmente pertencentes a particulares: casas de alpendre, casas de brasileiro, casas de emigrante (notar o género criado por Francisco Farinhas), casa das palmeiras, a casa que pertenceu ao Dr. Jaime Ferreira da Silva, casa onde funcionou a escola do P.e José Lopes Ramos (lá estudou Egas Moniz, entre outros, e veio a morar o jornalista Fernando Assis Pacheco), capelas, vestígios de moinhos e inúmeros esteiros.

A IGREJA DE PARDILHÓ

A construção da igreja de Pardilhó iniciou-se em 1812, treze anos depois de se iniciarem os esforços para isso, e foi inaugurada em 1835. A anterior igreja encontrava-se algumas dezenas de metros a noroeste da actual e foi demolida pouco depois da construção desta. De traços arquitectónicos simples, apenas merecem referência os altares a diversos santos que possui.
O Cruzeiro data de 1899, embora venha já a substituir um primeiro. Depois da mudança do cemitério para a sua localização actual, em 1926, o Cruzeiro foi deslocado para onde se encontra hoje, dentro desse anterior cemitério, espaço agora arborizado.

CAPELA DE SANTO ANTÓNIO

A capela de S.to António, construída na década de 30 por António Joaquim de Rezende, um abastado proprietário local que enriquecera no Brasil, vem a substituir uma outra que existia no centro da freguesia e que foi mandada demolir em 1926, pelo mesmo homem.
A saída do cemitério do centro da freguesia, primeiro, e da capela de S.to António, depois - embora com grande resistência da população -, tornaram possível a criação do amplo centro actual, onde noutro tempo se realizava uma grande feira nos dias 9 e 23 de cada mês, feira esta mais tarde transferida para a Quinta do Rezende, antes de desaparecer.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS

A capela de Nossa Senhora dos Remédios data de 1717 e é o mais antigo edifício da freguesia. Na época havia um novo padre na freguesia, filho de um homem de posses que o queria ver como pároco de Pardilhó. Como já havia pároco e o jovem padre teria de ir rezar missa para outro lado o pai construi-lhe esta capela, que servia a população das redondezas. Em meados do século deixou de haver culto tanto nesta capela como na de S.to António.
A capela necessita de um restauro, o que só acontecerá depois de deixar de ser particular e pertencer à paróquia, como aconteceu com a de S.to António, antes pertença da S.ta Casa da Misericórdia de Estarreja e restaurada à custa dos emigrantes pardilhoenses.

FONTE DA SAMARITANA

A Fonte da Samaritana, antigamente, não era mais que uma pequena nascente onde a população buscava água.
Joaquim Maria de Rezende, aquando vereador da Câmara Municipal de Estarreja, em 1910, mandou construir, a expensas suas, a obra actual.
Próximos deste monumento histórico ficam os moinhos da Mázia, dois dos poucos moinhos que noutro tempo funcionaram na freguesia e de que ainda se conservam as ruínas.

ESTEIROS

A Ribeira da Aldeia é o esteiro mais importante de Pardilhó e foi já um grande porto marítimo, desde os tempos do domínio das freiras de Arouca sobre a região, chegando a ter um desembarque anual superior a doze toneladas.

A importância dos esteiros na freguesia, como o Nacinho, Ribeira Nova, Bulhas, Teixugueiras, Tabuada e Telhadouro, comprova a ligação do povo de Pardilhó à água (ria e mar). Além do mais Pardilhó acolheu já a sede do Sindicato dos Carpinteiros Navais de Aveiro e Coimbra, até hoje talvez o único sindicato português sediado numa aldeia.

CASA DE ALPENDRE

A arquitectura da casa típica de Pardilhó, Casa de Alpendre, é influenciada pela actividade agrícola. Semelhante à do vizinho concelho da Murtosa, é basicamente composta de cozinha, casa da salgadeira e sala relativamente grande, que comunicava com quartos pequenos onde praticamente apenas cabia a cama e a mesinha de cabeceira. Embora exista alguma ( pouca ) diversidade na arquitectura interna e até externa das construções, o alpendre ladeado por dois quartos, é componente indispensável neste género de casa. Era costume haver também um pequeno móvel com um santo protector da família na sala, local de oração. O mais possível virada a sul, à noite, protegidos por taipais de madeira, para que ficassem resguardados da humidade e da provável chuva, recolhiam os cereais que secavam na eira. Ao fundo do quintal ficava a retrete e uma pequena casa de arrumações.
Na sua construção eram utilizados materiais simples, tais como adobos de barro, adobos de areia e cal, massa de barro e areia, argamassa feita de cal-churra ( cal em pedra queimada ) e areia, madeira de pinho e telha de Fontela.
Para as informações sobre a Casa de Alpendre utilizou-se um site dos seguintes alunos da Escola Básica de Pardilhó: Vasco Valente, Romana Sá, Emanuel Lopes e Rita Costa, com a colaboração do Prof. Luís Nata.

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centro

interior da igreja

capela de Santo António

capela de Nossa Senhora dos Remédios

fonte da Samaritana

ribeira da Aldeia

casa das palmeiras

casa das palmeiras

casa de alpendre

casa de alpendre

casa de alpendre

casa de alpendre

adobos

"tegula"

 

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